Guia de termoformagem
Capacidade, materiais, blister, skin e solda eletrônica — o essencial do processo, a partir da prática da Preconiz.
A Preconiz produz embalagens e peças pelos processos de vacuum forming (termomoldagem), skin e solda eletrônica de plásticos por rádio frequência. Moldamos embalagens, bandejas industriais e expositores — e peças técnicas com geometria específica — até cerca de 500 × 350 mm, além de formatos menores.
Este guia reúne as noções que usamos no dia a dia com o cliente: material, ferramenta, tipo de embalagem e o que o produto precisa mostrar ou proteger. O artigo O que é embalagem skin detalha o processo skin.
Materiais
Trabalhamos principalmente com:
- PVC (polivinil cloreto), até 3 mm
- PET (polietileno tereftalato), até 0,70 mm
- PET-G (PET com glicol), até 3 mm
- PS (poliestireno), até 5 mm
- PSAI (poliestireno de alto impacto — PS com adição de butadieno), até 5 mm
- PSAI antiestático, até 3 mm
- ABS (acrilonitrila, butadieno, estireno), até 3 mm
Aplicamos emulsão condutiva (antiestática) em qualquer um desses materiais, para estocagem ou embalagem de circuitos eletrônicos.
Como se faz blister — noções básicas
A tradução de blister do inglês é bolha. O blister costuma ser feito em dois plásticos principais — PVC e PET — por causa da transparência.
Ferramentas
Para fazer blister usam-se duas ferramentas: o molde e a faca. Num único molde saem várias peças. A faca gráfica separa as peças e dá o acabamento.
Os materiais mais usados no molde são alumínio e resinas de poliéster ou epóxi. A escolha depende da quantidade, da finalidade e do acabamento que se queira nas bolhas.
Tipos de blister
Há vários modelos:
- Selado (colado) na cartela
- Com abas dobradas para engavetar a cartela
- Com duas faces que se encaixam envolvendo o produto — também chamado de clam shell (concha fechada)
Sempre o produto e o consumidor determinam a embalagem mais adequada. A geometria transparente não é só proteção: é como o produto aparece no anaquel e na logística.
Blister selado. Para fechar em cartela é necessária uma máquina (prensa) de selagem e um ou mais gabaritos. A cartela precisa de uma camada de verniz especial sobre a impressão, que serve de adesivo para o blister. Poucas gráficas têm experiência e equipamento para esse verniz — não confundir com verniz UV de acabamento gráfico. Em geral o verniz para PVC (mais antigo) não adere ao PET; o verniz do PET adere no PVC. Gráficas de referência em Curitiba e o detalhe do verniz estão em Como se faz blister.
Blister de abas dobradas. Abas para trás, onde se engaveta ou encaixa a cartela. Alguns clientes usam etiqueta autoadesiva ou grampo para fechar, fixando o blister na cartela.
Blister clam shell. As duas faces podem fechar só com um clique (botão de encaixe), ser soldadas a quente ou por solda eletrônica. A solda eletrônica serve apenas para o PVC.
O que é embalagem skin
Skin significa pele. O plástico — em geral PVC flexível e transparente — se acomoda como uma pele sobre o produto e a cartela de papel-cartão. A máquina prende o filme numa moldura, aquece até o ponto de “embarrigar”, desce sobre a mesa e o vácuo suga o filme contra produto e cartela.
O passo a passo está no artigo O que é embalagem skin.
Do projeto à produção
Não é necessário chegar com o desenho fechado. O caminho típico: entender o problema (proteger, apresentar, encaixar) → propor material e processo → molde e faca → protótipo → produção.
Para orçamento, ajude com foto ou amostra, dimensões, quantidade e, se souber, o material. Conte seu projeto.
Tem um produto ou um problema técnico?
Conte o que precisa proteger, apresentar ou encaixar — desenvolvemos a solução termoformada e produzimos.